Mostrando postagens com marcador desespero. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desespero. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Gaudium et nom felicitas"


As palmas se encontravam vigorosamente ante à marcha rumo à morte.

As vaias denotavam a aproximação da forca.

Cada passo na subida da escada era como um segredo desvendado.

O riso zombeteiro ribombava nas colinas enquanto a corda era posta envolta ao pescoço.

O olhar ansiava pela queda do corpo pela abertura do cadafalso.

Mãos se apertavam a cada suspiro espásmico do corpo esvaindo-se em vida.

"Lágrimas e versos provinham de corações bondosos!"

Despojos lançados ao cadáver eram o prêmio por sua traição.

Ao cair o corpo ao solo, sem vida, a turba diluía-se.

- Terminara mais um espetáculo!

A "humanidade" destruía a sí mesma por não conceber o perdão.

O homem (que) se julgava senhor de toda a sabedoria.

O morto repousava (agora) indigente.

A morte reinava prazerosa em meio à vida - aguilhão em riste.

Mansidão?
Mutila-se o fraco!

Justiça?
Oprime-se o pobre!

Clemência comprada por trinta moedas de igual valor em uma praça fétida.

Onde está o amor?
Impropérios à inocência!

Os habitantes do abismo não conhecem o sentimento.

A casa da perversidade tem na alma o seu próprio veneno.

"O coração bondoso derrama-se em lágrimas ante o abandono!"

Ei-lo em sua lápide:

...



Zu ewigkeit!

- O grifo refere-se à letra da música Gaudium, da banda alemã de gothic poet metal Krypteria, faz parte do álbum Liberatio, lançado em meados de 2003.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Soberbo

Segredo inconfessável.
Desejos íntimos,
No sentir do olhar sobre a pele.
Uma carícia por fibras mais sensíveis,
Uma dor aguda, qual estaca cravada ao peito.
Lágrimas amargas,
Pensamentos lascivos que conduzem ao nada.
Coração sensível e maldoso.
Sonhos que jamais se concretizarão,
Realidades indispostas.
Passado negro para um futuro insignificante,
Ansiando pela escuridão ainda que seja agradável a luz do dia.
Coniuge da vida.
Amante da morte.
Sufocando em busca de ar,
Soterrando-se cada vez mais em irretornável sepulcro.
Um ser vazio,
Que ainda que morto faria valer sua lacuna.
Uma lápide sem epitáfio.
Retorno a um respirar incompleto.
Admirador das aves,
Quando apodrece preso a um solo infértil.
Orgulho bobo de uma águia cega,
Abutre abandonado pelos seus iguais.
Inatividade invasiva.
Cardio petrificado.
Gélido olhar.
Dissaboroso aposte.
Imóvel cor.
Atributo nefando após o terceiro dia.
Favor imerecido após três mil e duzentas anos de lamento laico.



Zu ewigkeit!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Golden Leaves...

As a gold mine
My heart is explored
After withdrawing all the riches
Alone again I'm left

Dirt
Poverty
Everything is ruined the environment that beats chest
And it causes pain

But I fight to keep me always standing
Even crying
Even suffering

There are trees all around me
Fallen
Broken trunks
They also cry and feel a huge pain
But do not prostrate
Use their own death to be reborn
Composting what is beneath its branches and its leaves
The fallen tree and smashed
It becomes a source of life for someone else
Returns hope amid tears
Love
Passion
Courage and strength

Maws'm not so
I am a Greek poet
Faced with the Neptune's trident and Hades' sword
About to give myself time to cruel despair that plagues my soul
Suicide
Check out more easily - no marathon
Silly too big - no wisdom
This is me - I always!
 
*Henry nearly died to write this text... Version Year: April, 21, 1993.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Paradoxal


Memórias distantes.
Não me marcam em nada.
Passaram.
Apenas a verdade fere-me todos os dias.
Maneiras vis.
Verdade trajada de mentiras.
Um álibi para as ovelhas tolas.
Não contemplo sua força.
O caminho é inútil.
O destino não possui pernas próprias.
Portas malditas que foram fechadas incólumes.
Não me tentem entender.
"Lobos com peles de ovelhas".

Vença o fraco ao forte.
Caminhe o que não sabe andar.
Tenham esperança os que trebucham à porta do inferno.
Pratiquem sua fé no leito de agonia.
Removam os que não querem partir.

Liberdade não é moeda de escambo.
Recompensa não pode ser sorvida em um cálice de sangue.
Verdades superiores são pisoteadas pelos porcos.
Eternal juventude jaz num mausoléu de bronze.
Corridas ofegantes não garantem encontros apaixonantes.
Virgens não se assentam com os perdedores.
Convencidos da própria força cambaleiam sobre o enigma da morte.

Chorem comigo!